terça-feira, 24 de novembro de 2009

Festividade Tradicional da Marujada de São Benedito


(Arte: Leonei Cantanhede)
Comunica-Convida-Solicita


Nós, Marujas e Marujos da manifestação cultural bicentenária
“Marujada de São Benedito” de Quatipuru/PA, hoje organizados
como Iniciativa “Maria Pretinha”, reconhecemos a necessidade da valorização,difusão e preservação dessa tradição, como importante patrimônio cultural brasileiro.
Comunicamos, convidamos e solicitamos apoio a todos e todas,
a participar e colaborar com a realização dessa autêntica manifestação, pela afirmação das identidades e elevação da auto-estima
 dos povos da Amazônia brasileira.

Festividade  Tradicional da Marujada de São Benedito de Quatipuru
21/dez/2009 a 01/jan/2010 – Quatipuru/PA,
Barracão “Mestre Verequete”

Alvorada e Levantamento de Mastro, Ladainhas, Cortejos de Marujas,
Aulas (ensaios) e Rodas de Danças, Cantos e Toques da Marujada -
Roda/Lundu, Retumbão, Chorado, Valsa, Xote,
Mazurka, Peru, Bagre, Carimbó...
Almoço Comunitário, Ceia Natalina de Marujas,
Baile de Carimbó "pau e corda", animado por  grupos da
região bragantina e do salgado,
Derrubação de Mastro e Folia de Mascarados...
Uma grande Festa de
Celebração à Diversidade Cultural Amazônida-Brasileira!

Iniciativa
MARIA-PRETINHA

Comissão Organizadora
Capitão - José Maria Neves do Mar / Capitôa - Maria Antônia do Rosário
Presidente - Raimunda Conceição dos Santos
Vice-Presidente - Raimundo Rodrigues Borges
Tesoureira - Ana Maria dos Remédios
Secretária Executiva - Deuzza Costa

Contato - Informações


mariapretinha@amazon.com.br
(91) 8425-4997 - Ana / (91) 8408.5364 - Dica / (91) 8429.8381 – Deuzza


Parceiros


Mana-Maní / Campanha Carimbó Patrimônio Cultural Brasileiro /
Os Timbiras / Irmandade de São Benedito de Santarém-Novo /
Irmandade de São Benedito de Primavera/
Abra Rede Brasileira de Arte-Educadores

sexta-feira, 3 de julho de 2009

TAINHA PRA PESCAR E DIGERIR

TAINHA, UMA BRINCADEIRA PRA LEVAR A SÉRIO COM BOM HUMOR
Reportagem e Texto: * Déa S Melo

O PASSADO

Há mais de cinqüenta anos, pescadores da Zona Bragantina e guardiões dessas águas da Amazônia brasileira, no Estado do Pará, já manifestavam cuidadosa preocupação com o ambiente, a cultura e a interdependência dessas dimensões que afetam a vida de cada indivíduo e conseqüentemente da comunidade global.
As águas que representavam e representam o território da lida diária para garantir o sustento dessas famílias, também é fonte de afirmação da identidade, de preservação do ambiente, de cultivo da arte, de valores humanos universais e de fertilidade criativa, manifesta pelos cantos, ritmos, danças e brincadeiras, que esses povos produzem espontaneamente com tanta beleza e sabedoria. Trata-se de uma sofisticada ferramenta de comunicação absolutamente transformadora.

A BRINCADEIRA

Na brincadeira da Tainha, um auto popular conhecido também como “cordão de bicho” inclui teatro, dança e música. Segundo Ana do Porto, nasceu no Município de Quatipuru/PA, com Dona Alexandrina. sua bisavó. Ana que hoje é Maruja e junto com Raimundo Borges, o Mestre Come Barro, tamboreiro da Marujada, “pescaram” a Tainha com a força da tradição oral amazônica e suas memórias corporais, para o “bem de todos e felicidade geral da nação...”Afinal, como vive uma nação sem identidade?
Tocados pela comovente vontade de revelar essa tradição e seus valores às novas gerações, Ana do Porto e Come Barro junto com a Irmandade Maria Pretinha, formado por aproximadamente quarenta integrantes entre crianças, jovens, homens, mulheres, idosos, marujos, marujas e músicos tradicionais de Quatipuru. Juntos, conseguem apoio da Prefeitura Municipal local, da Secretaria de Cultura do Pará, da Fundação Cultural Tancredo Neves, da ONG Mana-Maní e mobilizam um grande público para assistir o esperado “desencantamento” da famosa Tainha, com direito a uma enorme fogueira, como se fazia antigamente; e a participação de três grupos de cultura que vieram especialmente da Vila de Boa Vista, para preparar o clima até a chegada da Tainha na Quadra do Merico, onde aconteceu a brincadeira.
Conta a história que em zona proibida pela Marinha para a pesca da Tainha, pescadores violam a lei, mas se dão mal. Além de não conseguirem fisgar nenhuma delas, ainda são presos e responsabilizados pelo sumiço do peixe daquelas águas. Para os soldados, a Tainha está encantada e orientam os Pescadores a falar com o Capataz, que talvez tenha uma solução.
O Capataz dá a dica de uma velha que benze, reza e “mexe com essas coisas”... Os Pescadores encontram Dona Fogência e prometem uma grande quantia em dinheiro se ela conseguir trazer a Tainha de volta. A velha vai na morada da Tainha, só que pela idade avançada, não dá conta do recado. Como sábia que é, tem o poder de ir ao encontro da Fada, para pedir ajuda. A Fada por sua vez, canta e manipula sua varinha de condão...

Eu sou uma linda Fada
Que Deus na Terra deixou
Vim trabalhar porque sei
A favor dos Pescador

Vou indo nessa estrada
Até a beira do mar
Vou fazendo minhas preces
Pra quem nunca veio cá

Mas, a Fada não consegue e vai em busca da Sereia como última alternativa.
Minha varinha querida
Te lançarei sobre o mar
Faça com que a sereia
Venha comigo falar

A Sereia vem do fundo das águas e com seu poderoso canto, enfim “desencanta” a Tainha, e a entrega para a Fada; que a entrega para a Velha; que a entrega para o Pescador; que a entrega para o Capataz , que liberta o Pescador.

Te desencanta Tainha
Do grande mar da verdade
Sei que tu ficas brincando
Parto e levo saudade
O Pescador como ainda tem uma enorme dívida com a Velha Sábia e não tem um único tostão, oferece como pagamento uma Dança. Como ela é assanhada e adora dançar, tudo acaba numa divertida festa...

A COMUNIC-AÇÃO

Onde estamos nós, herdeiros e herdeiras dessa tradição? Onde habita e se expressa em nós o Pescador, a Velha Sábia, a Fada, a Sereia e a cobiçada Tainha na criação de nossas realidades individuais e coletivas?
Uma das mensagens que podemos decodificar a partir deste instrumento de Comunicação, diz respeito a uma dinâmica de relação com os ambientes externo e interno de cada um. As vezes tudo o que pescador ou “buscador” interior - que impulsiona à ação, à luta pela sobrevivência, à satisfação das necessidades materiais que é uma dinâmica do masculino precisa, para se realizar plenamente é de uma “Tainha”. Esse ser que habita as águas, que é “morada” dos sentimentos, da receptividade e da arte, reconhecida por várias tradições e ciências como a dimensão do feminino. Mas, como o pescador não está consciente disso, de um modo geral não sabe como chegar na Tainha. Pesca em zona proibida, se emaranha na própria rede e tem que enfrentar águas nunca dantes navegadas, se quiser “desencantar”essa parte que “sumiu, ”, pois simplesmente a perdeu de vista.
Homens e mulheres, sequer desconfiam de sua “Velha Sábia” interior, aquela que já viveu muito... que conhece os segredos das rezas, das bençãos, das dicas aprendidas com aquelas que vieram antes - mães, avós e toda sua ancestralidade.
Também esquecem que dispõem de uma Fada, a bela moça que com o toque de sua varinha de condão, traz esperança, torna tudo possível e mais bonito, ainda que num mundo de competição e violência, visibilisado pelos meios de comunicação de massa.
Nessa jornada de enfrentamento do desconhecido é necessário ir mais fundo. Há que se ter persistência, fé e arte pra acessar os poderes da mulher, a madura Sereia. É pelo seu canto, o sedutor e decisivo chamado que a “Tainha” desencanta das profundezas das águas do Ser.
Todas elas – velha, fada e sereia, faces do feminino; e portanto canais de comunicação e expressão com a vida que estão a espera de uma chance pra se manifestar. E os homens também sabem disso, afinal nessa metáfora é o Capataz quem dá o endereço da Velha Sábia aos Pescadores, que nela confiam e de boa vontade percorrem toda uma jornada de unidade entre masculino e feminino até trazer a Tainha de volta a Vida.
Na cobrança pelo serviço feito, depois de toda uma jornada de consciência, que inclui naturalmente a luta pela sobrevivência, o Pescador descobre enfim, que mais do que dinheiro, tudo o que a velha sábia precisa pra se sentir plenamente recompensada é de uma simples Dança, ou seja o alimento que nutre também as necessidades da alma.
Assim, a sustentabilidade ambiental do planeta, passa necessariamente pela preservação do patrimônio da cultura imaterial de um povo, que por sua vez se sustenta no comprometimento de cada individuo em desencantar sua própria Tainha. E a Sereia se despede lembrando e ensinando:
Eu me despeço de todos
Adeus até para o ano
Se ainda quiserem me ver
Vão lá fora no oceano

“Para o bem de todos e felicidade geral da nação” que em côro canta

“Era um dia de rosa quando a maré repontou
Ficamos alegres e contentes quando a Tainha chegou...”

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*Comunicadora Social, criadora de metodologia Comunic-Ação Criativa e Coordenadora de Comunicação da ONG Mana-Maní Círculo Aberto de Comunicação, Educação e Cultura.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

BRINCADEIRA DA TAINHA

Quatipuru - Pará - Amazônia, 27 e 29 de Junho de 2009

O auto popular “Brincadeira da Tainha” – dança, teatro, música - é uma antiga brincadeira de pescadores da zona bragantina, ainda viva na memória de poucos Mestres de Cultura. Integra o gênero “cordão de bichos”, tão comum na Amazônia paraense durante o mês de junho; assim como, as “Danças Dramáticas” do Brasil – segundo Mário de Andrade, ligadas ao Mar, conhecidas no nordeste como “Chegança”, “Barca” e “Marujada”.

Segundo o Mestre Raimundo Borges, a Brincadeira da Tainha apresentou-se pela última vez, em Quatipuru – nordeste paraense, por volta de 1959, coordenada pela brincante Senhora Benedita Eva – “Dona Neneca”; o Mestre conta também o enredo da brincadeira que aprendeu com "os antigos":


"a história de dois pescadores que saem pra pescar em uma zona “proibida” pela Marinha. Tentam pescar a Tainha que é um peixe encantado, ocasionando o seu mágico desaparecimento; os marinheiros que protegem a zona de moradia da tainha encantada, prendem os pescadores, que só serão libertados após o reaparecimento da tainha. Entram em cena a Velha Mágica, a Fada e a Sereia, de forma seqüencial, com a finalidade de desencantar o peixe e libertar os pescadores. A Sereia é a que consegue tal feito. O lado mais lúdico da brincadeira é a cobrança do pagamento do milagre e consequente libertação dos pescadores, por parte da Velha Mágica."

Repassada de geração em geração, a brincadeira ainda está viva na memória de Mestres que no passado foram brincantes da manifestação. Sob a coordenação de um deles - Raimundo Borges - tamboreiro da Marujada de São Benedito de Quatipuru; coordenador e músico do Grupo Raio do Sol; coordenador e arte-educador do Grupo Maria Pretinha – um grupo composto de 40 marujas e marujos, jovens, crianças e idosos, promovem a “ressurreição” da “Tainha” neste mês de junho/2009, em Quatipuru – Pará – Amazônia – Brasil. Uma realização da Irmandade Maria Pretinha, com apoio da FCPTN; SECULT; Prefeitura de Quatipuru; e Mana-Maní.

Serviço

Quando: 27 e 29 de Junho – 19h00
Local: Quatipuru/PA – Praça Central
Coordenação: Raimundo Borges
Informações: 8867.2311 / 3822-2028 / 8134-3426

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

A Festa da Diversidade Pará-Maranhense

Falas de Mestres, arte educadores e representantes de instituições culturais; ladainhas em saudação a São Benedito; oficinas de danças do Pará - Roda, Retumbão, Bagre, Carimbó e Maranhão - Cacuriá, Tambor de Crioula, Bumba-Boi, Baião, Carimbó de Caixeiras; Shows e Festa no Barracão da Marujada de São Benedito preencheram o final de semana de 28 a 30 de Novembro em Quatipuru/PA, durante a segunda edição do Festival Maria Pretinha, organizado pela Irmandade Maria Pretinha, por “Outros Mundos Possíveis”- na Amazônia, no Brasil e no mundo.

Na primeira noite no Barracão da Marujada, sede das atividades do festival, a “Roda de Chegança”, foi uma mostra do que estaria por vir nos próximos dias. As Marujadas de Quatipuru e Primavera e seus grupos de música tradicional - “Raio do Sol” e “Dança Quente” abriram a noite. Na sequência, Rosa Reis e Comitiva vinda diretamente de São Luis/MA, mostrou a beleza, a força, a ginga e afinidade dos tambores e ritmos maranhenses com os paraenses. E ao final, a grande roda com o “Bagre”, da Marujada de Primavera, focalizada pelo Mestre, Rubens, que em meia hora, tempo médio de duração da dança, uma espécie de quadrilha, completou a integração da comunidade local e convidados, no melhor “estilo amazônico”.

Sábado, os mestres e as sábias dos municípios presentes – Primavera, Santarém Novo, Maracanã e Quatipuru iniciam o dia, com a palavra. Contam de suas experiências e visões sobre Cultura para uma platéia de homens, mulheres, donas de casa, mães, homens, mulheres, marujas, mestres de tradição, artistas, agentes culturais, arte-educadores, jovens, estudantes e crianças.

Com toda a propriedade de quem vive “em e com” todos os sentidos sua cultura, Raimundo Correa – “Ticó”/Grupo Quentes da Madrugada-Santarém-Novo; Pedro de Assis/Grupo Canarinhos-Maracanã; Maria Antônia do Rosário/Irmandade Maria Pretinha - Quatipuru; Raimunda Clara dos Santos/Irmandade Maria Pretinha - Quatipuru; Rubens Nilo Soares/Grupo Dança Quente - Primavera; representando Mestres da Cultura maranhense, Rosa Reis/Grupo LaborArte-São Luiz, deram “muito bem dado”, o recado sobre a importãncia da cultura para que “outros mundos sejam possíveis”, como defende o Fórum Social Mundial, a realizar-se em Belém de de 27 de Janeiro a 1º de Fevereiro de 2009.

Para referendar e fazer a ponte entre o saber e o fazer, tivemos também a fala de instituições como Fundação Curro Velho, com Rogério Parreira - Gerente de Audio-Visual e Marcos Ribeiro – Gerente de Interiorização; Joaquim Rodrigues, Juiz da Festa da Marujada 2008 e Presidente da AMAQUAT – Assoc. da Marujada de Quatipuru; Esperança Alves – Coordenadora Executiva do Festival Maria Pretinha e Déa Melo - Comunicadora Social, ambas Co-Criadoras e Gestoras da Ong Mana-Maní.

Como que para afirmar essas falas e o caráter sagrado da cultura, chega ao final desta manhã, pelas águas do Rio Quatipuru, as Comitivas de esmolação com tamboreiros de São Benedito de Bragança e Quatipuru.

No Trapiche, o santo preto é recebido por Maria Antônia do Rosário - capitoa da Marujada de Quatipuru, e conduzido por um belo cortejo de Marujas, comunidade local e participantes do Festival Maria Pretinha, ao som de batuques e cantorias, seguindo em direção a Igreja de São Benedito, até chegar seu verdadeiro espaço sagrado - o Barracão da Marujada. Lá, São Benedito é reverenciado com cantorias, ladainhas e muita dança.

Na tarde de sábado, outras e animadas trocas – entre percussão e dança Pará-Maranhão. Uma grande roda com participantes de todas as idades, focalizada por “Rosa Reis” e Comitiva – Luana, Leandro, Robinho, Baé, Netto e Marquinhos, integrantes do Ponto de Cultura LaborArte/MA; Mestre “Ticó” com os “Quentes da Madrugada” e os jovens Aldery Dias e Túlio Fernando com suas parceiras ensinando o Carimbó de Santarém Novo; Mestre “Come Barro”, o grupo “Raio do Sol” e o Coodenador da Irmandade Maria Pretinha e Arte Educador, Leonei Cantanhede, com Marujas, jovens e crianças que integram a Irmandade ensinaram as danças da Marujada. Tudo terminando numa grande celebração à diversidade Amazônica, afinal Maranhão um dia também já foi Pará.

No Barracão da Marujada, a noite de sábado começa com a tradicional “Ladainha em Louvor a São Benedito, seguida da dança – ritual da Roda, para então começarem os shows com o Grupo “Raio do Sol”,Quatipuru/PA; “Quentes da Madrugada”,Santarém-Novo/PA; e “Rosa Reis e Banda”,São Luiz/MA.

Domingo, conversamos sobre “Cultura Viva e Patrimônio Imaterial Brasileiro” com Alberdan Batista – Ministério da Cultura/MinC, regional Norte e Ítala Byanca – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional/IPHAN, com orientações sobre políticas públicas do governo estadual e federal, fechando o ciclo de conversas, diálogos, esclarecimentos e orientações para que as tradições, se fortaleçam de forma cada vez mais autônoma e sustentada.
Como não poderia deixar de ser, tudo terminou em Festa, no verdadeiro sentido que podemos dar a essa palavra. Comunidade fortalecida, tradições renovadas, organizações culturais motivadas e muita, muita dança pra recordar e ficar especialmente na memória corporal, que CULTURA É VIDA. Vida ambiental, vida em comunidade , vida espiritual – VIDA em movimento.




Realização


Reúne agentes culturais de Quatipuru - jovens, arte-educadores, Marujos e Marujas, Grupo Raio do Sol e Ong Mana-Maní.

Coordenação Geral

Esperança Alves - MANA-MANÍ
Leonei Cantanhede - Irmandade Maria Pretinha

Coordenação Artística

Maria Antônia do Rosário e Raimunda Santos
Martinha Loureiro e Aldery Dias
Luiz Araújo e Sandra Araújo
Rosa Reis

Assessoria de Comunicação

Déa Melo

Produção Cultural

Deuzza Gomes e Francisco Torres

Assistentes de Produção

Marlon Ferro e Silva - Murilo do Rosário - Wellington de Aviz
Rarisson Rodrigues - Wanderlei dos Santos
Rodrigo Brito - Francilene Costa
Rubenita dos Santos - Victória Correa
Lohana Carneiro - Marcos Carneiro
Marabá – Manuel Teixeira
Aldo Jr. – Ednaldo Gomes
Luciana Gonçalves

Registro AudioVisual

Marcos Ryder - Fundação Curro Velho

Parceria

AMAQUAT
MERCADINHO DO TONINHO
FRUTEIRA ECONÔMICA
MERCADINHO BOM DE PREÇO
MM FARMA
MADECON
ESTÂNCIA DE QUATIPURU
ESTÂNCIA SÃO BENEDITO
PREFEITURA MUNICIPAL DE SANTARÉM-NOVO
COMUNIDADE DE QUATIPURU

Apoio Cultural

Prêmio de Culturas Populares “Adelermo Matos” – Edição 2008

MINC - IPHAN - SECULT - FCV - IAP - SECMA - SOL INFORMÁTICA

sábado, 22 de novembro de 2008

Sobre MARIA PRETINHA


A tradição oral de Quatipuru, Nordeste Paraense – Amazônia Brasileira, tem o registro de que “Maria Pretinha”, foi a primeira Capitôa da Marujada de São Benedito –iniciada em 1838, na antiga “Ilha de Titica”, localizada no atual município de Quatipuru.

“Naqueles tempos, conta o Mestre Raimundo Borges, a festa acontecia em um grande terreiro iluminado por imensas fogueiras; marujos e marujas cantavam e dançavam ao ritmo do tambor, réco-réco, pandeiro, xéqui-xéqui e viola, a Roda, o Retumbão, o Peru, a Mazurka, o Xote, e Carimbó até dizer chega...”

Hoje,“MARIA PRETINHA” é uma iniciativa de caráter cultural e arte-educativa, recentemente nomeada “Irmandade Maria Pretinha”, nascida em Out/2005, em Quatipuru, como resultado da oficina "Remexendo a Memória Cultural Brasileira", focalizada pela Arte-Educadora "Esperança Alves", com jovens, educadores e mestres da Marujada, à convite da Fundação Curro Velho.

Inspirada na atitude criativa e visionária desta figura emblemática da maior tradição cultural do município - A Marujada de São Benedito, a Irmandade reúne outras “Marias Pretinhas”, Mestres, Arte-Educadores, Agentes, Grupos Culturais de Quatipuru; e parceiros de municípios do nordeste paraense - em especial aqueles integrados à Campanha “Carimbó Patrimônio Cultural Brasileiro”. Uma grande aliança em prol da Diversidade Bio-Cultural na Amazônia Atlântica.

O Festival Maria Pretinha constitui-se em um espaço-tempo de fortalecimento e ampliação das ações desta Aliança (Irmandade Maria Pretinha), incluindo novo/as expressões culturais amazônida-brasileiras, protagonistas e parceiros, em prol da Diversidade, Criatividade e Sustentabilidade na Amazônia.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Festival Maria Pretinha - Ano II


Revelando e Celebrando a Diversidade
na Amazônia Atlântica
28 a 30 de Novembro de 2008
Quatipuru – Pará – Amazônia – Brasil

Um convite ao reconhecimento e vivência de diferentes linguagens estéticas das expressões culturais do Pará e Maranhão - Música, Dança, Toques e Cantorias de Marujada e Carimbó de São Benedito, no Pará; Cacuriá, Carimbó de Caixeira,
Tambor-de-Crioula do Maranhão e muito mais...
Um espaço-tempo de encontro, reflexão, celebração, partilha, trocas e toques de Cultura em suas dimensões da Arte, Educação, Cidadania e Patrimônio Imaterial Brasileiro - fontes potenciais de valores e práticas sustentáveis para “Outros Mundos Possíveis”.

Programação

Sexta-Feira: 28/Nov/2008
20h00 às 22h00
RITUAL DE CHEGANÇA
- Marujas Tradicionais e Mirins
- Convidados do Festival – uma amostra do que vai acontecer
Local: Barracão da Marujada

Sábado: 29/Nov/2008
08h00 às 12h00
CULTURA - ARTE, EDUCAÇÃO E TRANSFORMAÇÃO
Falando disso com:
- Mestres e Arte-Educadores
- MANA-MANÍ/PA, FCV/PA, LABORARTE/MA
- Cortejo-Ritual de Chegança da Comitiva de São Benedito em Quatipuru
Local: Barracão da Marujada

14h30 às 18h00
OFICINAS: Inscrições de 24 a 28/Nov, na Secretaria Municipal de Cultura de Quatipuru; ou via net: mariapretinha@amazon.com.br

- Danças do Pará e Maranhão - para Estudantes e Educadores, Arte-Educadores, Artistas, Agentes Culturais, Pesquisadores e demais interessados em se iniciar nas Danças Tradiconais da Marujada de Quatipuru, Carimbó de Santarém-Novo, Cacuriá, Carimbó de Caixeira, Tambor de Crioula e outras danças do Maranhão.
Local: Salão Paroquial

- Batuques de São Benedito - para percussionistas, músicos em geral, estudantes e aspirantes interessados em conhecer os toques tradicionais da Marujada de Quatipuru, do Carimbó de Santarém-Novo, e Cacuriá, Carimbó de Caixeira, Tambor de Crioula e outros ritmos tradicionais do Maranhão. Quem tem, trazer seus instrumentos.
Local: Barracão da Marujada

- Rabecas da Amazônia - para tocadores de rabeca, banjo, violino e aspirantes-interessados em geral. Quem tem, trazer sua rabeca ou violino.
Local: Auditório da Prefeitura Municipal de Quatipuru

18h30 às 20h00
MOSTRA de CURTAS da Amazônia
- Chama Verequete – Direção: Rogério Parreira e Luiz Arnaldo
- O Grande Balé de Damiana – Direção: Júnior Loureiro
- Puxirum – Direção: Rogério Parreira
- Casa Fanti Ashanti – Direção: Olindo Estevão
- Brilho da Sociedade – Direção: Olindo Estevão
Local: Pracinha do Barracão da Marujada

20h30 até dizer chega...
FESTANÇA
- Grupo Raio do Sol (Marujada de Quatipuru/PA)
- Quentes da Madrugada (Carimbó de Santarém-Novo/PA)
- Rosa Reis e Banda (Danças, Cantorias e Batuques do Maranhão)
- Grupo Batuque (Turma da Oficina de Percussão Popular da EMUFPA)
Local: Barracão da Marujada

Domingo: 30/Nov/2008
09h00 às 12h00
RODA VIVA COM MESTES
CULTURA VIVA - PATRIMÔNIO IMATERIAL BRASILEIRO
Falando disso com: Coordenação da Campanha “Carimbó Patrimônio Cultural Brasileiro”, MINC, IPHAN e SECULT
RITUAL DE DESPEDIDA
Local: Barracão da Marujada

Outras atividades

EXPOSIÇÃO E FEIRINHA – no decorrer do Festival, haverá feirinha de artesanatos e produtos de Projetos SocioCulturais da comunidade e parceiros.
Local: Pracinha do Barracão da Marujada

Informações
(91) 8134.3426 – 9142.6062 - 9138.6494
Realização
Irmandade Maria Pretinha
Parceria
MANA-MANÍ - AMAQUAT – RAIO DO SOL
MERCADINHO DO TONINHO
FRUTEIRA ECONÔMICA
MERCADINHO BOM DE PREÇO
MM FARMA
MADECON
ESTÂNCIA DE QUATIPURU
ESTÂNCIA SÃO BENEDITO
BAR DO TIÃO
COMUNIDADE DE QUATIPURU
PREFEITURA MUNICIPAL DE SANTARÉM-NOVO
Apoio Cultural
MINC - IPHAN - SECULT - FCV - IAP - SOL INFORMÁTICA